Em breve, o Núcleo dos Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) vai divulgar neste espaço os textos produzidos pelos participantes do curso de jornalismo ambiental que aconteceu nos dias 20 e 21 de agosto sobre “Os desafios da cobertura ambiental”. A atividade integrou a programação especial alusiva aos 20 anos de atuação ambiental do NEJ-RS.
O curso trouxe a Porto Alegre o jornalista Hernán Sorhuet, colunista do jornal uruguaio El País, que cobre meio ambiente há vários anos. E também: os professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Rualdo Menegat (Doutor em Ciências) e Fernando Antunes (Mestre em Comunicação Social).
O evento teve o apoio da Faculdade de Biblioteconomia e Comunicação da UFRGS, onde aconteceu a programação. O patrocínio foi da Petrobras e da loja Grão Natural.
A produção de textos (reportagem, artigo, etc) pelos participantes do curso foi uma oportunidade de conferirem na prática como é fazer jornalismo ambiental. Foi dado um prazo de sete dias para o desenvolvimento do trabalho cuja orientação foi dos integrantes do NEJ-RS: Lisete Ghiggi (Professora do IPA), Ilza Girardi (Professora da UFRGS), Eliege Fante (Mestranda PPGCOM/UFRGS) e Eloísa Beling Loose (Mestre em Comunicação e Informação PPGCOM/UFRGS).
domingo, 29 de agosto de 2010
segunda-feira, 4 de maio de 2009
NEJ-RS realiza curso inédito sobre Jornalismo Científico e Ambiental
Uma oportunidade para debater e aprofundar conhecimentos sobre o trabalho com temas como meio ambiente e ciência. O Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (NEJ-RS) promove, no dia 16 de maio, um curso sobre Jornalismo Científico e Ambiental, voltado a jornalistas e estudantes de jornalismo. Os palestrantes convidados, o jornalista Marcelo Leite e o professor Wilson da Costa Bueno, tratarão de aspectos teóricos e práticos da área, o trabalho com informações especializadas e a relação com fontes, além de falar sobre suas experiências profissionais, reconhecidas nacional e internacionalmente.
O curso será no auditório da Associação Riograndense de Imprensa – ARI (Av. Borges Medeiros, 915 - 8º andar – centro / Porto Alegre), das 9h às 12h e das 14h às 17h. O valor da inscrição é de R$ 100,00 para jornalistas e demais profissionais interessados e R$ 70,00 para estudantes (graduação ou pós-graduação) e sócios do NEJ-RS. As vagas são limitadas em 80 participantes e os mesmos receberão certificado da atividade.As inscrições serão aceitas por e-mail (ver detalhes a seguir).
PARA INSCRIÇÃO
Envie para ecoagencia@ecoagencia.com.br:
Nome Completo:
E-mail:
Fone: Celular:
Endereço completo (com CEP):
Profissão/Atividade:
Categoria da Inscrição:
( ) Associado NEJ - R$ 70,00
( ) Estudante - R$ 70,00 - ( )Graduação ( ) Pós-graduação
Instituição:
( ) Profissionais /Não-associados R$ 100,00
Empresa/Instituição:
Anexar o comprovante de transferência/depósito bancário para:Núcleo de Ecojornalistas do RS - Banrisul: Agência – 0041 Conta – 06.008993.0-4
A confirmação acontecerá em até 24h depois do envio para ecoagencia@ecoagencia.com.br.
O curso será no auditório da Associação Riograndense de Imprensa – ARI (Av. Borges Medeiros, 915 - 8º andar – centro / Porto Alegre), das 9h às 12h e das 14h às 17h. O valor da inscrição é de R$ 100,00 para jornalistas e demais profissionais interessados e R$ 70,00 para estudantes (graduação ou pós-graduação) e sócios do NEJ-RS. As vagas são limitadas em 80 participantes e os mesmos receberão certificado da atividade.As inscrições serão aceitas por e-mail (ver detalhes a seguir).
PARA INSCRIÇÃO
Envie para ecoagencia@ecoagencia.com.br:
Nome Completo:
E-mail:
Fone: Celular:
Endereço completo (com CEP):
Profissão/Atividade:
Categoria da Inscrição:
( ) Associado NEJ - R$ 70,00
( ) Estudante - R$ 70,00 - ( )Graduação ( ) Pós-graduação
Instituição:
( ) Profissionais /Não-associados R$ 100,00
Empresa/Instituição:
Anexar o comprovante de transferência/depósito bancário para:Núcleo de Ecojornalistas do RS - Banrisul: Agência – 0041 Conta – 06.008993.0-4
A confirmação acontecerá em até 24h depois do envio para ecoagencia@ecoagencia.com.br.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
É hoje o lançamento do novo portal multimídia da EcoAgência
Mantido pelo Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, o novo portal multimídia da EcoAgência será lançado hoje (26/11) às 19h30, na Palavraria, no bairro Bom Fim, em Porto Alegre. Além do portal da EcoAgência, o Nej/RS faz o relançamento do livro Jornalismo Ambiental: Desafios e Reflexões, organizado pelos professores da Ufrgs, Ilza Maria Toutinho Girardi e Reges Schwaab, membros da Diretoria do Nej.
Com criação, planejamento e produção da Ozone Comunicação e Design, também de Porto Alegre, o novo portal objetiva divulgar propostas, eventos e projetos ambientais, alinhando as notícias às diversas ferramentas multimídia, oferecendo ainda artigos, documentos para pesquisa, vídeos, fotografias e áudios.
A EcoAgência (www.ecoagencia.com.br) é um dos projetos mantidos pelo Nej/RS, ao lado do programa de rádio Sintonia da Terra, veiculado através da Rádio da Ufrgs, e do Terça Ecológica, um espaço de debate que aproxima profissionais e estudantes no enfoque ecológico.
Já o livro Jornalismo Ambiental: Desafios e Reflexões, lançado na última Feira do Livro em Porto Alegre, reúne 32 textos que abordam sobre jornalismo ambiental. Os trabalhos foram apresentados durante o II Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em Porto Alegre em novembro do ano passado.
Mais informações pelo http://www.ecoagencia.com.br/ .
Com criação, planejamento e produção da Ozone Comunicação e Design, também de Porto Alegre, o novo portal objetiva divulgar propostas, eventos e projetos ambientais, alinhando as notícias às diversas ferramentas multimídia, oferecendo ainda artigos, documentos para pesquisa, vídeos, fotografias e áudios.
A EcoAgência (www.ecoagencia.com.br) é um dos projetos mantidos pelo Nej/RS, ao lado do programa de rádio Sintonia da Terra, veiculado através da Rádio da Ufrgs, e do Terça Ecológica, um espaço de debate que aproxima profissionais e estudantes no enfoque ecológico.
Já o livro Jornalismo Ambiental: Desafios e Reflexões, lançado na última Feira do Livro em Porto Alegre, reúne 32 textos que abordam sobre jornalismo ambiental. Os trabalhos foram apresentados durante o II Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em Porto Alegre em novembro do ano passado.
Mais informações pelo http://www.ecoagencia.com.br/ .
Foto: reprodução da capa do livro
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para EcoAgência de Notícias Ambientais. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.Abertas inscrições para passeio ao Sítio Apiquários de produtores da Feira Ecológica
Passar um domingo em um local repleto de verde, com mata nativa e ar puro, saboreando uma alimentação natural e orgânica é uma oportunidade rara que pode estar ao seu alcance.
No domingo, dia 7 de dezembro, Roque e Lorita Rossi recebem um pequeno grupo em seu sítio no interior de Gramado. O casal acolhe os convidados com lanche da manhã, seguido por uma oficina de secagem de chás. Após o almoço, com cardápio vegano e orgânico, acontece uma oficina sobre o valor terapêutico de alguns chás e uma trilha pela mata nativa. Um lanche no final da tarde completa as atividades do dia.
A saída da excursão está prevista para as 7h30min, na rua José Bonifácio, próximo à igreja Santa Teresinha, e o retorno deve ocorrer por volta das 20h.
Todo o pacote soma um investimento de R$100,00, que deve ser pago no momento da inscrição. As pessoas podem inscrever-se neste sábado, dia 29 de novembro, na banca do Sítio Apiquários da FAE, com a agricultora Lorita, ou até o dia 2 de dezembro, com Cláudia Dreier, pelo telefone 9819 9887, e posterior depósito bancário.
As vagas são limitadas a 20 pessoas.
Da Assessoria de Imprensa da Feira de Agricultores Ecológicos.
No domingo, dia 7 de dezembro, Roque e Lorita Rossi recebem um pequeno grupo em seu sítio no interior de Gramado. O casal acolhe os convidados com lanche da manhã, seguido por uma oficina de secagem de chás. Após o almoço, com cardápio vegano e orgânico, acontece uma oficina sobre o valor terapêutico de alguns chás e uma trilha pela mata nativa. Um lanche no final da tarde completa as atividades do dia.
A saída da excursão está prevista para as 7h30min, na rua José Bonifácio, próximo à igreja Santa Teresinha, e o retorno deve ocorrer por volta das 20h.
Todo o pacote soma um investimento de R$100,00, que deve ser pago no momento da inscrição. As pessoas podem inscrever-se neste sábado, dia 29 de novembro, na banca do Sítio Apiquários da FAE, com a agricultora Lorita, ou até o dia 2 de dezembro, com Cláudia Dreier, pelo telefone 9819 9887, e posterior depósito bancário.
As vagas são limitadas a 20 pessoas.
Da Assessoria de Imprensa da Feira de Agricultores Ecológicos.
CCJ aprova redação final do Pontal do Estaleiro
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou nesta terça-feira (25/11) a redação final do projeto do Pontal do Estaleiro, aprovado pelo Plenário no último dia 12.
Agora, a matéria segue para a Diretoria Administrativa, que a encaminhará ao Executivo.
Após receber o projeto, o prefeito tem prazo de 15 dias para sancionar ou vetar a proposta.
Se sancioná-la, a lei entra em vigor após publicação no Diário Oficial de Porto Alegre.
Se o prefeito vetar a matéria, o projeto volta ao Legislativo, que decidirá se mantém ou derruba o veto.
Na hipótese de os vereadores concordarem com o veto, o projeto será arquivado. No entanto, se a Câmara decidir derrubar o veto, a proposta vira lei após ser promulgada pelo presidente da Casa.
Por Marco Aurélio Marocco, da CMPA.
Agora, a matéria segue para a Diretoria Administrativa, que a encaminhará ao Executivo.
Após receber o projeto, o prefeito tem prazo de 15 dias para sancionar ou vetar a proposta.
Se sancioná-la, a lei entra em vigor após publicação no Diário Oficial de Porto Alegre.
Se o prefeito vetar a matéria, o projeto volta ao Legislativo, que decidirá se mantém ou derruba o veto.
Na hipótese de os vereadores concordarem com o veto, o projeto será arquivado. No entanto, se a Câmara decidir derrubar o veto, a proposta vira lei após ser promulgada pelo presidente da Casa.
Por Marco Aurélio Marocco, da CMPA.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Celofane: o transparente que não é plástico
Propor alternativas que substituam o plástico é a nova ação da Feira dos Agricultores Ecologistas, FAE, que reforça a campanha Menos plástico mais saúde. Neste sábado, 29 de novembro, o destaque cabe ao papel celofane.
"Mas o celofane não é plástico?" questionou a bióloga Karin Potter ao ser informada sobre o evento. Como ela, muitas pessoas são levadas a confundir o celofane com plástico. Em várias papelarias de Porto Alegre quando se solicita o papel celofane o que é apresentado ao consumidor é um plástico que imita o celofane como se este fosse de fato o papel transparente.
Luiz Fernando Heck, representante da fábrica brasileira que produz esse material, demonstra uma maneira fácil de identificar sua legitimidade: "na presença de fogo, o celofane queima como qualquer papel comum, já os plásticos ficam enrugados e retorcidos".
A Banca do Papel Celofane vai estar na FAE, ao lado do caldo-de-cana, para mostrar as vantagens desta embalagem em vários produtos. As bancas da feira que já utilizam o celofane, como a dos Nutracêuticos de Nelson Dihel, estarão sinalizadas por cartazes coloridos.
Desde novembro de 2006, a Feira dos Agricultores Ecologistas trabalha com ações pontuais para diminuir o uso do plástico. A FAE acontece todos os sábados na primeira quadra da rua José Bonifácio, em Porto Alegre, das 7 às 13h.
Da Assessoria de Comunicação da Feira de Agricultores Ecologistas.
"Mas o celofane não é plástico?" questionou a bióloga Karin Potter ao ser informada sobre o evento. Como ela, muitas pessoas são levadas a confundir o celofane com plástico. Em várias papelarias de Porto Alegre quando se solicita o papel celofane o que é apresentado ao consumidor é um plástico que imita o celofane como se este fosse de fato o papel transparente.
Luiz Fernando Heck, representante da fábrica brasileira que produz esse material, demonstra uma maneira fácil de identificar sua legitimidade: "na presença de fogo, o celofane queima como qualquer papel comum, já os plásticos ficam enrugados e retorcidos".
A Banca do Papel Celofane vai estar na FAE, ao lado do caldo-de-cana, para mostrar as vantagens desta embalagem em vários produtos. As bancas da feira que já utilizam o celofane, como a dos Nutracêuticos de Nelson Dihel, estarão sinalizadas por cartazes coloridos.
Desde novembro de 2006, a Feira dos Agricultores Ecologistas trabalha com ações pontuais para diminuir o uso do plástico. A FAE acontece todos os sábados na primeira quadra da rua José Bonifácio, em Porto Alegre, das 7 às 13h.
Da Assessoria de Comunicação da Feira de Agricultores Ecologistas.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Câmara de Vereadores deve enviar projeto Pontal do Estaleiro ao prefeito de Porto Alegre até quarta-feira

O veto pelo prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, à modificação da Lei 470/02, liberando a ocupação residencial na Orla do Guaíba, foi defendida no último domingo (23/11) no Brique da Redenção. Integrantes de movimentos contrários ao projeto aprovado no último dia 12 na Câmara de Vereadores, reforçam as manifestações em diversos locais da cidade, distribuindo panfletos e colhendo assinaturas.
Isso porque, até a próxima quarta-feira (26/11), a Câmara deve enviar o chamado projeto Pontal do Estaleiro ao prefeito Fogaça, que terá 15 dias para vetar ou sancionar. “Esperamos que o prefeito seja coerente com os interesses da cidade e vete este projeto, que privativa uma área de interesse cultural, destinada ao turismo, esporte, gastronomia e lazer”, defende o secretário-geral do Fórum Municipal das Entidades, Paulo Guarnieri, uma das 50 entidades que integra o Movimento Defenda a Orla.
A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) também integra o Movimento e, em agosto passado, lançou o abaixo-assinado Em Defesa da Orla, em comemoração aos 20 anos da subida da chaminé da Usina do Gasômetro. “Na época, defendíamos o mesmo objetivo, que hoje voltou a ser pauta: a preservação das margens do Guaíba, ameaçadas pela ocupação privada de empreendedores que buscam o lucro imediato”, lembra a presidente da Agapan, Edi Fonseca, ao lamentar que “a história se repete”. Com quase oito mil assinaturas, o abaixo-assinado eletrônico pode ser acessado através do http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571 .
Apoios ao Movimento
Isso porque, até a próxima quarta-feira (26/11), a Câmara deve enviar o chamado projeto Pontal do Estaleiro ao prefeito Fogaça, que terá 15 dias para vetar ou sancionar. “Esperamos que o prefeito seja coerente com os interesses da cidade e vete este projeto, que privativa uma área de interesse cultural, destinada ao turismo, esporte, gastronomia e lazer”, defende o secretário-geral do Fórum Municipal das Entidades, Paulo Guarnieri, uma das 50 entidades que integra o Movimento Defenda a Orla.
A Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) também integra o Movimento e, em agosto passado, lançou o abaixo-assinado Em Defesa da Orla, em comemoração aos 20 anos da subida da chaminé da Usina do Gasômetro. “Na época, defendíamos o mesmo objetivo, que hoje voltou a ser pauta: a preservação das margens do Guaíba, ameaçadas pela ocupação privada de empreendedores que buscam o lucro imediato”, lembra a presidente da Agapan, Edi Fonseca, ao lamentar que “a história se repete”. Com quase oito mil assinaturas, o abaixo-assinado eletrônico pode ser acessado através do http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571 .
Apoios ao Movimento
O Movimento Defenda a Orla reúne mais de 50 entidades, entre entidades de classe, de bairros, ambientalistas, universitários, artistas e intelectuais. Entre as personalidades que têm se posicionado contrários ao projeto estão Eva Sopher, Miguel Reali Jr, Rualdo Menegat, Luis Fernando Veríssimo, Zorávia Bettiol, Santiago, Fedrizi, Celso Furtado e inúmeras pessoas ligadas à cultura do nosso Estado.
Até mesmo os participantes da Feira dos Agricultores Ecologistas, que é realizada todos os sábados de manhã, no bairro Bom-Fim, se manifestaram contrários ao projeto e dizem acreditar no veto do prefeito.
Durante as três próximas feiras ecológicas, entre 9h30 às 12h30, haverá mobilização contra o aquecimento global e também coleta de assinaturas do abaixo-assinado Em Defesa da Orla. A atividade é realizada pela Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Associação dos Agricultores Ecológicos Solidários do RS, Amigos da Terra e ONG Ingá. A Feira dos Agricultores Ecologistas funciona todos os sábados, das 7h às 13h, na rua José Bonifácio.
Prece do poeta Carlos Urbim
Até mesmo os participantes da Feira dos Agricultores Ecologistas, que é realizada todos os sábados de manhã, no bairro Bom-Fim, se manifestaram contrários ao projeto e dizem acreditar no veto do prefeito.
Durante as três próximas feiras ecológicas, entre 9h30 às 12h30, haverá mobilização contra o aquecimento global e também coleta de assinaturas do abaixo-assinado Em Defesa da Orla. A atividade é realizada pela Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Associação dos Agricultores Ecológicos Solidários do RS, Amigos da Terra e ONG Ingá. A Feira dos Agricultores Ecologistas funciona todos os sábados, das 7h às 13h, na rua José Bonifácio.
Prece do poeta Carlos Urbim
Na semana passada, a vereadora Margarete Moraes (PT) repassou aos integrantes do Movimento Defenda a Orla uma prece do nosso escritor e poeta Carlos Urbim, “nos unindo a ele nesta luta pela preservação do Guaíba e por uma Porto Alegre que possa desfrutar de sua orla de forma democrática”.
Oração numa hora ruim
- Carlos Urbim
Nossa Senhora dos Navegantes
madrinha do rio-lago Guaíba
tire de mim o ódio que sinto
pelos corações de concreto
Nossa Senhora dos Navegantes
que ganha de novo procissão
pelas águas tão violentadas
afaste de mim a imensa raiva
contra os gigolôs do cimento
Nossa Senhora justiceira
protetora dos pescadores
que precisam da laguna
cada vez mais poluída
repreenda por mim
os que sujam e cerceiam
vociferam argamassa
e dão a alma ao diabo
Rogue praga de padroeira
(sempre tão certeira)
puxe as orelhas vendidas
dê palmadas nas bundas
condene agora mesmo
os piratas e os pecadores
Virgem santa querida
não nos deixe perdedores
Foto: Manifestação de apoio ao veto do prefeito José Fogaça ao projeto Pontal do Estaleiro (Cesar Cardia)
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para Ecoagência de Notícias. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para Ecoagência de Notícias. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
Frustração pelo veto à proteção legal de geleiras argentinas

A decisão do governo de Cristina Fernández de vetar uma lei de proteção das reservas de água doce das geleiras da Argentina causa profunda preocupação em cientistas e ambientalistas que participaram da elaboração do projeto. “Trabalhamos muito com os legisladores para que essa lei fosse promulgada”, disse pesaroso ao Terramérica o doutor em Geociências Ricardo Villalba, diretor do estatal Instituto Argentino de Nivologia, Glaciologia e Ciências Ambientais (Ianigla).
“É difícil entender o que ocorreu. A comunidade científica não quer deter o desenvolvimento, mas preservar fontes de água doce em uma região onde as províncias dependem dessas reservas para seu consumo e irrigação”, acrescentou Villalba, membro do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre Mudança Climática (IPCC).
O projeto de Lei de Orçamentos Mínimos para a Proteção das Geleiras e do Ambiente Periglacial, aprovado em 22 de outubro com folgada maioria nas duas câmaras legislativas, estabelece normas básicas para “preservá-los como reservas estratégicas de recursos hídricos e fornecedores de água”. Também proíbe atividades que afetem as funções de fornecedores de água das geleiras e do ambiente periglacial, definido no projeto como “área de alta montanha com solos congelados que atua como regulador do recurso hídrico”. O artigo segundo do texto afirma que uma geleira é uma “massa de gelo perene, estável ou que flui lentamente, com ou sem água intersticial, formada pela recristalização da neve, localizada em diferentes ecossistemas, qualquer que seja sua forma, dimensão e estado de conservação”. Entre as atividades proibidas nesses lugares consta a exploração e prospecção de minérios ou petróleo, construção de obras de arquitetura ou infra-estrutura e a liberação de substâncias poluentes, produtos químicos ou resíduos de qualquer tipo.
Assessorada pela Secretaria de Mineração, Fernández vetou toda a lei no dia 11 desse mês, alegando que “a proibição é excessiva” e outorga “preeminência aos aspectos ambientais acima das atividades que poderiam ser desenvolvidas com perfeito cuidado do meio ambiente”. No fundamento do veto, a presidente admite que os governadores das províncias afetadas “expressaram sua preocupação” pela lei porque “repercutiria negativamente no desenvolvimento econômico e nos investimentos que nelas são feitos”.
A lei teria afetado projetos como o de Pascua Lama, que a corporação mineira canadense Barrick Gold pretende iniciar na Cordilheira dos Andes, em uma área limítrofe entre a província argentina de San Juan e a região chilena de Atacama, para extrair ouro, prata e cobre por cerca de 20 anos. O investimento da Barrick para essa mina é de US$ 2,4 bilhões, segundo as últimas estimativas, e permitirá extrair anualmente 615 mil onças de ouro e 30 milhões onças de prata, mais cinco mil toneladas de concentrado de cobre por meio do método de lixiviação com cianureto para separar o metal da rocha.
Embora o projeto da Barrick prejudique geleiras localizadas do lado chileno e já tenha sido aprovado pelos dois países, desperta forte resistência dos moradores dos dois lados da fronteira, que fizeram campanha por anos contra a exploração mineral e a favor da preservação das reservas de água doce. Algo semelhante ocorre com moradores da província de La Rioja, contrários aos planos de mineração da Barrick na cadeia montanhosa da Serra de Famatina, onde nascem vários cursos de água. Entretanto, os projetos, apesar dos entraves, avançam lentamente.
Diante desse cenário, a sanção da lei seria comemorada como uma vitória entre os que trabalham na preservação da água doce. Mas a festa durou menos de um mês, até chegar o veto total. “A Cordilheira é gigante e há lugar para todos”, alegou Villalba. “A lei não dizia que não podia haver nenhum projeto. Indicava que se devia limitar áreas. Para isso se ordenava a realização de um inventário de geleiras e periglaciais para seu controle e proteção que deveria estar a cargo da Ianigla. O que não deveria ser tocado eram as áreas fornecedoras de água”.
O vice-presidente da Associação Amigos dos Parques Nacionais da Argentina, Norberto Ovando, disse ao Terramérica que mesmo “com a mineração realizada em zona periglacial, suas explosões provocam a liberação e dispersão de substâncias que, além de contaminantes, aquecem muito mais rápido a superfície das geleiras”. As “atividades que a lei vetada proibia iriam acelerar esse derretimento”, disse Ovando, membro da Rede Mundial de Áreas Protegidas.
Segundo a Ianiglia, na Patagônia (sul do país) as geleiras retrocederam entre 10% e 14% nos últimos 20 anos, por causa do aumento da temperatura global. “Para nós, a água é mais valiosa do que o ouro e não tem substituto”, enfatizou Ovando. Embora executivos da Barrick tivesem que voltar atrás com seu plano inicial de trasladar três geleiras do lado chileno e se comprometer a não fazê-lo, “os cientistas não acreditam muito na companhia”, disse Ovando. A lei era uma ferramenta para que esse compromisso fosse cumprido.
O biólogo Raúl Montenegro, da Fundação para a Defesa do Meio Ambiente, disse ao Terramérica que foi “um erro” vetar uma lei “sensata e inteligente” que também protegia as altas bacias hídricas em geral e as economias semi-áridas que existem graças à água das geleiras. Na Argentina, as ocidentais províncias de San Juan, Mendoza e La Rioja dependem do fornecimento dessas fontes para consumo humano, agricultura e pecuária.
Foto: Photo StockLegenda: Geleira Perito Moreno, no sul da Argentina.
Por Marcela Valente, correspondente da IPS.LINKS
+Projeto de Lei de Orçamentos Mínimos para a Proteção das Geleiras e do Ambiente Periglacial, em PDF http://www.ambiente.gov.ar/archivos/web/AdCC/File/08leydepresupuestosminimos_glaciares.pdf
+ Projeto de Pascua Lama paralizado http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=1957
+Maior reserva de água doce desprotegida no Chile http://www.tierramerica.info/nota.php?lang=port&idnews=251
+Mineradora canadense vai com tudo por geleirahttp://www.tierramerica.info/nota.php?lang=esp&idnews=37&olt=6
+Instituto Argentino de Nivologia, Glaciologia e Ciências Ambientais http://www.mendoza-conicet.gov.ar/
+Fundação para a Defesa do Ambiente http://www.funam.org.ar/
* Artigo produzido para o Terramérica, projeto de comunicação dos Programas das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e para o Desenvolvimento (Pnud), realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribuído pela Agência Envolverde.
Fazendeiro de Anapu diz que exploração sustentável da floresta é possível
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Desenvolver atividades econômicas e preservar a Floresta Amazônica é uma realidade possível, na avaliação do fazendeiro Antonio Napoli Velho. Ele vive há 27 anos na Amazônia, no município de Anapu, sudeste do Pará.
Nascido no sul do país, Gaúcho, como é conhecido na região, vivenciou momentos importantes da história da Amazônia, desde o estímulo à sua ocupação e desenvolvimento, promovido pelos governos militares, ao atual estágio de preocupação com a recuperação da mata.
Hoje, ele destaca a importância da conservação do meio ambiente e busca trabalhar de forma sustentável. "Os projetos de manejo são economicamente viáveis sim, porque [a floresta] é uma riqueza que temos aqui e está pronta para ser polida", disse o fazendeiro em entrevista à Agência Brasil. "Mas tem que fazer de forma não gananciosa, dentro dos preceitos ecologicamente corretos", acrescentou.
Ao lado de dois irmãos, Gaúcho tem uma fazenda de 6 mil hectares. Segundo ele, 20% da área foi transformada em pasto, onde cria gado. Outros 300 alqueires, cerca de 1.500 hectares, foram utilizados para desenvolver um projeto de manejo sustentável.
"[A extração por meio do manejo] é uma atividade bem remunerada, muito boa", disse. Ele conta que em dois anos todas as árvores que poderiam ser exploradas foram retiradas. Agora, explica, as remanescentes ficarão intocadas por 25 anos para recompor a floresta. "A rentabilidade foi boa e agora podemos desenvolver projetos [de manejo] menores, mais modernos".
Gaúcho explicou que precisou apressar o início da exploração sustentável porque sua propriedade estava sendo ameaçada de invasão. "Quem tem a madeira é alvo. Os invasores querem pegá-la para vender aos madeireiros ilegalmente".
Segundo ele, as próprias madeireiras incentivam agricultores e assentados a invadir fazendas. Não com o intuito de estimular a reforma agrária, mas para comprar a madeira das áreas ocupadas de forma ilegal e a preços muito mais baixos do que os de mercado. "O problema é que ocorre muita propina", criticou.
Para se ter uma idéia, afirmou Antonio Velho, os madeireiros compram um alqueire de mata por R$ 300. "Eles me fizeram a proposta e não aceitei. Um metro cúbico de Ipê, por exemplo, vale R$ 400. Como não cedi, eles incitam o povo a invadir", acrescentou.
Na avaliação do fazendeiro, os Programas de Desenvolvimento Sustentáveis (PDS`s), idealizados pela missionária norte-americana Dorothy Stang são exemplo de utilização "inteligente" da floresta. "O projeto dela é no sentido de retirar uma pequena área todo ano. Esse é o melhor sistema porque não aumenta a oferta de madeira. É uma oferta permanente e com regularidade. Isso que é interessante para a região", disse.
Para Gaúcho, o cálculo é simples: "Legalmente, podem ser retirados até 60 metros cúbicos de madeira em três hectares. Seiscentos metros cúbicos a R$ 400 o metro cúbico, são R$ 24 mil ou R$ 2 mil por mês. Não existe salário melhor na região".
Ele acrescenta que os agricultores podem trabalhar de forma conjunta. Funcionaria como um esquema de parceria em que o manejo seria desenvolvido em uma área maior e a rentabilidade aumentaria. Os agricultores podem tirar a madeira em um mês e ficar os outros 11 com o dinheiro no bolso e a floresta intacta".
Para essa alternativa se tornar realidade, o fazendeiro acredita que deve haver uma mudança cultural no modo de obter renda por meio da floresta. "Há um paradigma que tem que ser quebrado, de se querer fazer tudo rápido, pegar a madeira, vender tudo de uma vez".
Em sua opinião, a conscientização por meio da implementação de escolas rurais familiares poderia resolver o problema. "Com isso, os jovens seriam estimulados a ficar na terra em vez de ir para a cidade onde, provavelmente, vão inchar as favelas".
Segundo Gaúcho, entre Anapu e Pacajá, uma área superior a 12 mil quilômetros quadrados, só há uma escola rural. "O colono é o melhor ecologista, mas ele não tem conhecimento. A cultura que ele tem é de queimar, cortar, vender, passar para o outro lado. Se ele for instruído, com certeza vai ter consciência da importância da preservação".
Foto: Fazendeiro de Anapu diz que exploração sustentável da floresta é possível (Antônio Cruz, ABr)
Por Ivan Richard Repórter da Agência Brasil.
sábado, 22 de novembro de 2008
Nej/RS apresenta novo portal EcoAgência e lança livro no próximo dia 26
O Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (Nej/RS) encerrará o ano lançando na próxima quarta-feira, 26, às 19h30, o novo portal da EcoAgência e o livro Jornalismo Ambiental: Desafios e Reflexões. O evento será na Palavraria (rua Vasco da Gama, 165, Bom Fim), em Porto Alegre.
A fim de ampliar e qualificar sua cobertura, a EcoAgência investiu na reformulação da identidade visual do seu novo portal de notícias. O projeto demandou seis meses de trabalho e contou com a criação, planejamento e produção da Ozone Comunicação e Design. O objetivo é também alinhar a agência a ferramentas multimídia, utilizando tecnologia de ponta, mesclada à usabilidade total para os usuários: notícias, artigos, documentos para pesquisa, vídeos, fotografias e áudios.
A EcoAgência (www.ecoagencia.com.br) é mantida pelo Nej desde sua criação, em 2003. Iniciou suas atividades com o trabalho voluntário de jornalistas de várias partes do país. Foi um dos primeiros sites de jornalismo ambiental do Brasil.
O livro, organizado pelos professores da Ufrgs, Ilza Maria Toutinho Girardi e Reges Schwaab, membros da diretoria do Nej, reúne 32 textos que discutem peculiaridades, problemas e possibilidades da cobertura sobre meio ambiente. Os trabalhos foram apresentados durante o II Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em Porto Alegre e organizado pelo Nej gaúcho.
Sobre o Nej/RS
O Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, com 18 anos de existência, foi a primeira entidade do Brasil criada como o objetivo de ampliar e qualificar a informação ambiental, trabalhando para a capacitação dos jornalistas.
Atualmente é uma referência na América Latina, pois através das ações do Nej foram criadas a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e a Rede de Comunicação Ambiental da América Latina e Caribe, além de Núcleos de Ecojornalistas em outros Estados.
Informações:
Silvia FM, https://webmail.via-rs.net/webmail/Direto/CorreioBusiness?direto_tarefa=novaMensagem&email=silviamarcuzzo@gmail.com ou pelo 51-9341-6213
Adriane Bertoglio Rodrigues, Adriane@ecoagencia.com.br ou pelo 51-9813-1785
A fim de ampliar e qualificar sua cobertura, a EcoAgência investiu na reformulação da identidade visual do seu novo portal de notícias. O projeto demandou seis meses de trabalho e contou com a criação, planejamento e produção da Ozone Comunicação e Design. O objetivo é também alinhar a agência a ferramentas multimídia, utilizando tecnologia de ponta, mesclada à usabilidade total para os usuários: notícias, artigos, documentos para pesquisa, vídeos, fotografias e áudios.
A EcoAgência (www.ecoagencia.com.br) é mantida pelo Nej desde sua criação, em 2003. Iniciou suas atividades com o trabalho voluntário de jornalistas de várias partes do país. Foi um dos primeiros sites de jornalismo ambiental do Brasil.
O livro, organizado pelos professores da Ufrgs, Ilza Maria Toutinho Girardi e Reges Schwaab, membros da diretoria do Nej, reúne 32 textos que discutem peculiaridades, problemas e possibilidades da cobertura sobre meio ambiente. Os trabalhos foram apresentados durante o II Congresso Brasileiro de Jornalismo Ambiental, realizado em Porto Alegre e organizado pelo Nej gaúcho.
Sobre o Nej/RS
O Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul, com 18 anos de existência, foi a primeira entidade do Brasil criada como o objetivo de ampliar e qualificar a informação ambiental, trabalhando para a capacitação dos jornalistas.
Atualmente é uma referência na América Latina, pois através das ações do Nej foram criadas a Rede Brasileira de Jornalismo Ambiental e a Rede de Comunicação Ambiental da América Latina e Caribe, além de Núcleos de Ecojornalistas em outros Estados.
Informações:
Silvia FM, https://webmail.via-rs.net/webmail/Direto/CorreioBusiness?direto_tarefa=novaMensagem&email=silviamarcuzzo@gmail.com ou pelo 51-9341-6213
Adriane Bertoglio Rodrigues, Adriane@ecoagencia.com.br ou pelo 51-9813-1785
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Manifestações defendem Orla do Guaíba e clima no Planeta

Neste final de semana, em Porto Alegre, o Parque da Redenção será palco de manifestações em defesa da Orla do Guaíba e contra o Aquecimento Global. Sábado e domingo (22 e 23/11), o Movimento Defenda a Orla fará mobilização em frente ao Monumento do Expedicionário, a partir das 10h, para distribuição de panfletos e coleta de assinaturas. “Vamos contatar os consumidores da Feira Ecológica e os visitantes do Brique”, anuncia Paulo Guarnieri, do Fórum Municipal das Entidades.
A manifestação do Defenda a Orla representa um ato público em apoio ao veto do prefeito José Fogaça à alteração da Lei 470/02, que permite a construção de espigões, inclusive residenciais, em toda a Orla do Guaíba, e não apenas na área privada, conhecida como Pontal do Estaleiro. O Movimento Defenda a Orla reúne mais de 50 entidades, entre entidades de classe, de bairros, ambientalistas, universitários, artistas e intelectuais. O público poderá assinar o abaixo-assinado ou acessa-lo pelo http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571.
Projeto “fora da lei”
O projeto de lei, aprovado no último dia 12 pela Câmara de Vereadores, em regime de urgência, está em fase de redação final para então ser enviado ao prefeito José Fogaça, para veto ou sanção.
A inconstitucionalidade do projeto é questionada pelos integrantes do Movimento Defenda a Orla, ao citarem a Lei 4771/1965, que define como de Preservação Permanente as margens de 500 metros quando os cursos d´água possuam mais de 600 metros de largura. “Tal Lei é ignorada pelo município de Porto Alegre”, destaca o engenheiro civil Henrique Wittler, num comentário de matéria postada no site da Ecoagência de Notícias Ambientais. Ele cita que “a aplicação desta lei ambiental fez com que a justiça mandasse demolir metade de um hotel em Santa Catarina” e salientar que, “apesar da lei estar em pleno vigor, só uma Ação Pública na Justiça Federal pode acabar com a impunidade”.
Aquecimento Global
Numa das bancas centrais da Feira dos Agricultores Ecologistas do bairro Bom-Fim, amanhã, sábado, das 9h30 às 12h30, haverá mobilização contra o aquecimento global. A atividade é realizada pela Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Associação dos Agricultores Ecológicos Solidários do RS, Amigos da Terra e ONG Ingá. O movimento contará com uma banca durante os próximos quatro sábados, nesta feira, onde circula cerca de 5.000 pessoas por dia. A feira da segunda quadra, da Cooperativa Arco-Íris, também se dispôs a abrir um espaço para coleta de assinaturas.
Haverá um abaixo assinado e farto material informativo sobre o assunto. De acordo com o coordenador do Movimento contra o Aquecimento Global, o agrônomo e integrante do Conselho Superior da Agapan, Celso Copstein Waldemar, “a idéia é que outras entidades participem da banca com suas lutas especificas, publicações e abaixo-assinados, a exemplo dos movimentos do Pontal do Estaleiro e contra a construção da Hidroelétrica de Paiquerê, que emitirá gás metano, contribuindo para o aquecimento global”.
“O abaixo assinado contra o aquecimento global e pela mudança urgente da matriz energética atual será encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente, ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional”, destaca Copstein, que também é membro do GT Mudanças Climáticas, do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento.
Copstein finaliza convidando “a todos a fazerem parte ativa deste rodízio de ocupação da banca nestes quatro sábados, divulgando a toda sociedade nossas lutas, levando a vontade de pôr o movimento ecológico na rua de novo”.
A manifestação do Defenda a Orla representa um ato público em apoio ao veto do prefeito José Fogaça à alteração da Lei 470/02, que permite a construção de espigões, inclusive residenciais, em toda a Orla do Guaíba, e não apenas na área privada, conhecida como Pontal do Estaleiro. O Movimento Defenda a Orla reúne mais de 50 entidades, entre entidades de classe, de bairros, ambientalistas, universitários, artistas e intelectuais. O público poderá assinar o abaixo-assinado ou acessa-lo pelo http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571.
Projeto “fora da lei”
O projeto de lei, aprovado no último dia 12 pela Câmara de Vereadores, em regime de urgência, está em fase de redação final para então ser enviado ao prefeito José Fogaça, para veto ou sanção.
A inconstitucionalidade do projeto é questionada pelos integrantes do Movimento Defenda a Orla, ao citarem a Lei 4771/1965, que define como de Preservação Permanente as margens de 500 metros quando os cursos d´água possuam mais de 600 metros de largura. “Tal Lei é ignorada pelo município de Porto Alegre”, destaca o engenheiro civil Henrique Wittler, num comentário de matéria postada no site da Ecoagência de Notícias Ambientais. Ele cita que “a aplicação desta lei ambiental fez com que a justiça mandasse demolir metade de um hotel em Santa Catarina” e salientar que, “apesar da lei estar em pleno vigor, só uma Ação Pública na Justiça Federal pode acabar com a impunidade”.
Aquecimento Global
Numa das bancas centrais da Feira dos Agricultores Ecologistas do bairro Bom-Fim, amanhã, sábado, das 9h30 às 12h30, haverá mobilização contra o aquecimento global. A atividade é realizada pela Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Associação dos Agricultores Ecológicos Solidários do RS, Amigos da Terra e ONG Ingá. O movimento contará com uma banca durante os próximos quatro sábados, nesta feira, onde circula cerca de 5.000 pessoas por dia. A feira da segunda quadra, da Cooperativa Arco-Íris, também se dispôs a abrir um espaço para coleta de assinaturas.
Haverá um abaixo assinado e farto material informativo sobre o assunto. De acordo com o coordenador do Movimento contra o Aquecimento Global, o agrônomo e integrante do Conselho Superior da Agapan, Celso Copstein Waldemar, “a idéia é que outras entidades participem da banca com suas lutas especificas, publicações e abaixo-assinados, a exemplo dos movimentos do Pontal do Estaleiro e contra a construção da Hidroelétrica de Paiquerê, que emitirá gás metano, contribuindo para o aquecimento global”.
“O abaixo assinado contra o aquecimento global e pela mudança urgente da matriz energética atual será encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente, ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional”, destaca Copstein, que também é membro do GT Mudanças Climáticas, do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento.
Copstein finaliza convidando “a todos a fazerem parte ativa deste rodízio de ocupação da banca nestes quatro sábados, divulgando a toda sociedade nossas lutas, levando a vontade de pôr o movimento ecológico na rua de novo”.
A Feira dos Agricultores Ecologistas funciona todos os sábados, das 7h às 13h, na rua José Bonifácio. Também tem Feira Ecológica aos sábados de manhã e nas quartas-feiras à tarde, das 14h às 19h, no estacionamento da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio.
Foto: Artistas se integram ao movimento em defesa da Orla do Guaíba (http://www.agapan.org.br/)
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para Ecoagência de Notícias. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para Ecoagência de Notícias. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
Projetos criados por Dorothy Stang provam que sustentabilidade é possível, diz missionária

Os Projetos de Desenvolvimento Sustentáveis (PDS), idealizados por Dorothy Stang, são exemplo de que é possível obter renda da floresta amazônica preservando a mata. A afirmação é da também missionária americana Jane Dnyer, que está em Anapu (PA) há 12 anos e mantém o trabalho na região desde o assassinato de irmã Dorothy, em 2005.
Para irmã Jane, se os governos local, estadual e federal investirem em programas semelhantes aos PDS seria possível alimentar a população, preservar o meio ambiente e oferecer uma fonte de renda aos agricultores de Anapu.
"Para preservar a mata a agricultura familiar precisa de máquina. O povo quer cumprir o fogo zero, mas sem equipamento não há condição de fazer isso".
Ela afirma que, sem fiscalização, até mesmo os projetos de manejo não são respeitados na região.
"Tudo aqui é ilegal. Se os madeireiros atuam legalmente, é porque eles esperam até a noite para vir até a cidade. A gente vive nessas estradas e encontramos os caminhões esperando a noite chegar. Já criaram caminhos alternativos para não passar pela cidade. E a mata continua caindo".
Nos PDS, argumenta a religiosa, os agricultores são orientados a utilizar a floresta de forma sustentável. Nessas áreas é possível, inclusive, explorar economicamente a extração de madeira, como explica a missionária.
"O único local onde há verdadeiramente um programa de manejo é no PDS Virola Jaobá, que é um manejo comunitário", afirmou a religiosa, explicando que no local cada árvore retirada recebe uma placa de identificação de metal.
Com essa marca, acrescentou irmã Jane, a tora de madeira pode ser identificada e pode-se encontrar o tronco na floresta. "O que sai tem placa e o que fica tem placa. O móvel que for feito daquela madeira vai receber a mesma marca de identificação", exemplificou.
O problema, para ela, é a ilegalidade. "Nosso povo, em vários travessões, está com medo do fundo dos seus lotes, porque as madeireiras entram e os agricultores nem sabem. O problema é a ilegalidade e a responsabilidade", disse.
A pequena casa de madeira onde mora em Anapu está sempre de portas abertas. A única medida de segurança é um pedaço de arame que prende o velho portão de madeira. Perguntada se tem medo de que lhe façam mal, irmã Jane diz que o perigo que corre é o mesmo de todos no município.
"A gente vive em Anapu e tem um relacionamento com o povo daqui. O que o povo de Anapu é sujeito, nós também somos. Então, se há problema de segurança o povo também está passando por ele e não saímos enquanto não houver segurança", diz.
Ela conta que, mesmo depois do assassinato de Dorothy, continua indo em todos os locais no município. "Alguns até chamam a gente de Dorothy", brinca.
"Sozinho não ando mais. Antes andava, mas vamos a todas as estradas do município. Hoje acho difícil alguém pegar uma bala e matar a gente. Já criou problema demais para eles. Se quiserem acabar com a gente, deve ser por um 'acidente'. Todos nós sabemos [dos riscos] e fazemos o possível para evitar, mas ninguém pode evitar tudo". Irmã Jane disse que nunca pensou em deixar Anapu.
Foto: Desmatamentos e queimadas (divulgação)
Por Ivan Richard, enviado Especial a Anapu (PA).
Glaciologista gaúcho lidera expedição ao interior da Antártica

Pesquisadores do Programa Antártico Brasileiro (Proantar) partiram na última quinta-feira (20/11) para a primeira expedição científica nacional ao interior da Antártica.
A missão terá seu acampamento base localizado a 2.000 quilômetros ao sul da Estação Antártica Comandante Ferraz, já sobre o espesso manto de gelo que cobre o continente.
Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, do acampamento base parte do grupo avançará mais 400 quilômetros em uma das regiões mais isoladas da Antártica, o monte Johns, onde serão realizadas perfurações no gelo para investigar variações no clima e na química da atmosfera ao longo dos últimos 500 anos.
Durante o período de 40 dias, o grupo viverá em barracas, acampado sobre geleiras e enfrentando temperaturas de 35°C negativos e locomovendo-se por aviões, esquis e motos de neve.
O grupo, constituído por três pesquisadores gaúchos, três cariocas, um mineiro e um chileno, será liderado pelo glaciologista Jefferson Cardia Simões, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Simões já participou de 19 expedições no Ártico e na Antártica e foi o primeiro brasileiro a atravessar o manto de gelo e a atingir o pólo Sul geográfico por via terrestre, no verão de 2004/2005 em uma missão chilena.
A nova expedição, ação colaborativa entre a UFRGS e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, permitirá ao Brasil explorar cientificamente o interior de um continente de 13,6 milhões de quilômetros quadrados, que tem importante papel como controlador do clima do país. Até o momento, a presença brasileira na Antártica está restrita a proximidades da costa do continente.
A expedição é parte das ações brasileiras no Ano Polar Internacional e uma contribuição às investigações sobre a variabilidade e mudanças do clima nos programas International Trans-Antarctic Scientific Expedition e International Partnership in Ice Core Sciences.
O andamento da expedição poderá ser acompanhado pela internet, no endereço: www.ufrgs.br/antartica.
Foto: Primeira expedição nacional ao interior da Antártica tem início. Serão realizadas perfurações para investigar variações no clima e na química atmosférica nos últimos 500 anos (foto: divulgação)
Da Agência Fapesp.
Inundação de dados

Cerca de 20% da Amazônia corresponde a áreas alagáveis, de acordo com um novo mapa georreferenciado produzido por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara (UCSB).
De acordo com os autores, uma das maiores limitações para estudos sobre o ciclo do carbono ou o balanço de gases do efeito estufa é a imprecisão dos dados sobre a dimensão das áreas alagáveis, responsáveis pela maior parte das emissões de metano e carbono na atmosfera.
O estudo que gerou os mapas – apresentado nesta terça-feira (18/11), durante a Conferência Internacional Amazônia em Perspectiva, em Manaus – foi realizado por Evlyn Novo, pesquisadora titular da Divisão de Sensoriamento Remoto do Inpe, Laura Hess, do Instituto para a Ciência Computacional dos Sistemas Terrestres (Icess, na sigla em inglês) da UCSB, e John Melack, pesquisador do Icess e da Nasa, a agência espacial norte-americana.
Por intermédio de Melack, a pesquisa iniciada na década de 1990 teve participação da Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (Jaxa). Evlyn teve apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio Regular a Pesquisa. Laura, também com apoio da FAPESP por meio da modalidade Auxílio Pesquisador Visitante, atuou como professora visitante do Inpe, onde ajudou a desenvolver e testar a metodologia de mapeamento.
"As áreas alagáveis são as principais fontes naturais de gases causadores do efeito estufa. Qualquer estimativa sobre o aumento das emissões fica distorcida se não tivermos uma linha mestra que nos permita identificar se essas emissões são antropogênicas ou naturais", disse Evlyn à Agência FAPESP.
De acordo com a pesquisadora, a quantificação dessas informações depende de dados sobre as áreas alagáveis amazônicas, que por sua vez são de difícil obtenção. "Os rios da bacia amazônica chegam a ter oscilações de nível de até 18 metros. Em algumas regiões há variações de 50 quilômetros em relação às margens. Por isso, as estimativas sobre as áreas alagáveis até agora eram muito imprecisas", afirmou.
O sensoriamento remoto, segundo Evlyn, é a solução para monitorar as áreas alagáveis da bacia, por sua grande extensão e difícil acesso. Em meados da década de 1990, o projeto teve início a partir de imagens SAR (radares de abertura sintética) obtidas pelo Jers-1 (Japanese Earth Resources Satellite-1), da Jaxa. Os sistemas SAR foram usados como alternativa aos sensores ópticos, cuja ação é limitada em regiões tropicais devido à alta taxa de cobertura de nuvens.
"Com esses dados, foram realizadas coberturas das duas fases do ciclo hidrológico da bacia: o período de águas mínimas e o período de cheias. As informações, então, foram processadas por uma cooperação entre o Inpe e a UCSB para gerar um mapa das áreas alagáveis da Amazônia inteira", disse.
A pesquisadora explica que a conclusão dos trabalhos foi demorada porque era preciso validar o mapa. "Foram feitos vários sobrevôos com uma aeronave do Inpe, para produzir uma videografia. Os resultados preliminares, que consideravam a Amazônia Central, indicavam 17% de áreas alagáveis. O resultado final, que apresentamos hoje [18/11], é o mapa para toda a Amazônia, incluindo os países vizinhos, e mostra que 20% do bioma é composto por áreas alagáveis", destacou.
Segundo Evlyn, o principal responsável pelas áreas alagadas é a flutuação dos rios da bacia amazônica, mas há também uma contribuição de outras fontes de água, como lençóis freáticos que afloram.
De acordo com ela, o mapa ajudará a preencher várias lacunas de informação científica na região. "As áreas de terra firme sempre receberam mais atenção por conta do desflorestamento e da maior extensão. Mas as áreas alagáveis – com pouca oxigenação e favoráveis à decomposição de material orgânico – têm importância crucial, porque a evasão de carbono e metano nesses sistemas é imensa. Sem considerar esses 20% da Amazônia, é impossível fechar o balanço dos estudos sobre emissões", disse.
Foto: Áreas alagáveis da Amazônia correspondem a 20% do bioma, de acordo com novo mapa georreferenciado apresentado por pesquisadores do Inpe e da Universidade da Califórnia. Várzeas são as principais fontes naturais de gases de efeito estufa (divulgação)
Por Fábio de Castro, de Manaus (AM)
Agência FAPESP
Agência FAPESP
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Minc garante que etanol brasileiro não agredirá o meio ambiente
O ministro Carlos Minc, do Meio Ambiente, garantiu hoje que o etanol brasileiro não representará agressão à Amazônia, ao Pantanal, nem substituirá a vegetação nativa em qualquer bioma do país. Ele participa da mesa redonda Biocombustíveis e Mudança Climática, da 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis que ocorre no Hotel Grand Hyatt, em São Paulo.
"A área do meio ambiente está participando decisivamente do Programa Brasileiro de Biocombustíveis e posso garantir que o etanol não representará agressão ao meio ambiente", disse o ministro a uma platéia de mais de quarenta chefes de delegação de diversos países da Europa, da África, da Ásia e da América Latina, além dos Estados Unidos.
Minc defendeu que a liderança em relação à produção dos biocombustíveis seja repartida com outros países e apontou que o caminho para que se alcance esse objetivo é a transferência de tecnologia. "Temos interesse que os biocombustíveis se transformem em comodities e podemos estender a tecnologia para parceiros da América Latina, da África e do continente asiático como forma objetiva de reduzirmos as emissões e atacarmos esse problema que é a mudança climática", afirmou.
Ele adiantou ainda que o primeiro Plano Brasileiro de Mudanças Climáticas deverá ser assinado pelo presidente Lula no início de dezembro, antes da Conferência das Partes das Nações Unidas
obre o Clima, na Polônia, onde serão discutidas metas pós-Kyoto.
A conferência, que teve início no dia 17, conta com a participação de representantes de 50 países e foi uma iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ampliar as discussões em torno dos biocombustíveis, principalmente do etanol, e atrair investimentos internacionais para essa tecnologia pioneira.
A Conferência irá até sexta-feira, dia 21, com a participação do presidente Lula que deverá participar do encerramento do encontro.
Atividades sustentáveis
Como estímulo às atividades sustentáveis, o ministro Carlo Minc defendeu durante 1ª Conferência Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo, a criação de mais mecanismos de financiamento para investimento em extrativismo, planos de manejo florestal, piscicultura e outras áreas. "Essas atividades podem beneficiar os 25 milhões de habitantes da Amazônia sem destruir a floresta", disse.
Ele destacou a redução do desmatamento da Amazônia em 22% nos últimos meses, mas disse ser necessário ampliar acordos que estimulem a sustentabilidade e gerem empregos sustentáveis, a exemplo do Fundo Amazônia, instrumento criado para estimular a sustentabilidade e reduzir a exploração desregrada da natureza. "É possível estimularmos o biocombustível mantendo a sustentabilidade econômica, ambiental e social e é esse o caminho que nós queremos para o Brasil", afirmou o ministro.
Mata Atlântica
Nesta sexta-feira (21), durante a conferência de biocombustíveis, no Hotel Hyatt, o ministro participa, às 9h30, da solenidade de assinatura pelo presidente Lula do decreto que regulamenta a lei da Mata Atlântica. A nova norma estimula o plantio de espécies nativas para recuperação de áreas degradadas e também para a produção de matéria-prima florestal para uso econômico.
Por Daniela Mendes, do MMA. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
"A área do meio ambiente está participando decisivamente do Programa Brasileiro de Biocombustíveis e posso garantir que o etanol não representará agressão ao meio ambiente", disse o ministro a uma platéia de mais de quarenta chefes de delegação de diversos países da Europa, da África, da Ásia e da América Latina, além dos Estados Unidos.
Minc defendeu que a liderança em relação à produção dos biocombustíveis seja repartida com outros países e apontou que o caminho para que se alcance esse objetivo é a transferência de tecnologia. "Temos interesse que os biocombustíveis se transformem em comodities e podemos estender a tecnologia para parceiros da América Latina, da África e do continente asiático como forma objetiva de reduzirmos as emissões e atacarmos esse problema que é a mudança climática", afirmou.
Ele adiantou ainda que o primeiro Plano Brasileiro de Mudanças Climáticas deverá ser assinado pelo presidente Lula no início de dezembro, antes da Conferência das Partes das Nações Unidas
obre o Clima, na Polônia, onde serão discutidas metas pós-Kyoto.
A conferência, que teve início no dia 17, conta com a participação de representantes de 50 países e foi uma iniciativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ampliar as discussões em torno dos biocombustíveis, principalmente do etanol, e atrair investimentos internacionais para essa tecnologia pioneira.
A Conferência irá até sexta-feira, dia 21, com a participação do presidente Lula que deverá participar do encerramento do encontro.
Atividades sustentáveis
Como estímulo às atividades sustentáveis, o ministro Carlo Minc defendeu durante 1ª Conferência Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo, a criação de mais mecanismos de financiamento para investimento em extrativismo, planos de manejo florestal, piscicultura e outras áreas. "Essas atividades podem beneficiar os 25 milhões de habitantes da Amazônia sem destruir a floresta", disse.
Ele destacou a redução do desmatamento da Amazônia em 22% nos últimos meses, mas disse ser necessário ampliar acordos que estimulem a sustentabilidade e gerem empregos sustentáveis, a exemplo do Fundo Amazônia, instrumento criado para estimular a sustentabilidade e reduzir a exploração desregrada da natureza. "É possível estimularmos o biocombustível mantendo a sustentabilidade econômica, ambiental e social e é esse o caminho que nós queremos para o Brasil", afirmou o ministro.
Mata Atlântica
Nesta sexta-feira (21), durante a conferência de biocombustíveis, no Hotel Hyatt, o ministro participa, às 9h30, da solenidade de assinatura pelo presidente Lula do decreto que regulamenta a lei da Mata Atlântica. A nova norma estimula o plantio de espécies nativas para recuperação de áreas degradadas e também para a produção de matéria-prima florestal para uso econômico.
Por Daniela Mendes, do MMA. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
Thoreau, o climatologista

O escritor norte-americano Henry Thoreau (1817-1862) foi um dos principais opositores da escravidão e defendeu a resistência individual a governos injustos (em A desobediência civil) e a vida simples em contato com a natureza (em sua obra mais conhecida, Walden).
Agora, um novo estudo aumenta o extenso currículo do pensador que influenciou Gandhi, Martin Luther King e Leon Tolstoi ao destacar sua contribuição como climatologista. Algo que Thoreau, que morreu quando a Revolução Industrial estava começando, não poderia jamais suspeitar.
Em 1851, quando vivia sozinho às margens do lago Walden, próximo à cidade de Concord, onde nasceu e morreu – em uma cabana emprestada pelo filósofo Ralph Waldo Emerson –, Thoreau começou a anotar em cadernos quando e onde as plantas floresciam.
A idéia de identificar as mudanças ocasionadas pelas diferentes estações do ano serviu como notável registro que, comparado com o cenário atual, tornou possível a um grupo de cientistas avaliar as alterações na vegetação promovidas pelas mudanças climáticas globais.
O estudo, feito por pesquisadores das universidades de Boston e Harvard, foi publicado na edição on-line da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Segundo os autores, as conclusões são claras. Na média, as espécies mais comuns estão florescendo sete dias mais cedo atualmente do que na época de Thoreau. Um assustador total de 27% das espécies documentadas pelo escritor simplesmente deixaram de existir no local, enquanto que 36% estão presentes em número tão reduzido que não durarão muito tempo.
Mudanças aceleradas na temperatura levam a alterações nos períodos das atividades sazonais, o que é particularmente sentido por alguns tipos de plantas e flores, como orquídeas e lírios. Das 21 espécies de orquídeas observadas por Thoreau, apenas sete foram encontradas atualmente. O estudo, que teve início em 2002, envolveu a análise de 473 espécies, cujos registros são bem documentados nas florestas de Concord desde a época de Thoreau. O escritor registrou sistematicamente o período de floração de cerca de 500 espécies.
Segundo os autores, a perda da diversidade de plantas induzida pelo clima tem sido tão grande – apesar de 60% da área da região estar protegida – que será preciso um grande esforço de preservação para que mais espécies não passem a figurar apenas em livros.
O artigo destaca que a temperatura média na região aumentou 2,4ºC nos últimos 100 anos e estima-se que subirá ainda de 1,1ºC a 6,4ºC nos próximos 100.
“Espécies cujos períodos de floração não se adaptaram a mudanças na temperatura estão sumindo. Por outro lado, espécies cujos períodos de floração foram alterados para começar mais cedo têm se desenvolvido melhor sob condições mais quentes”, destacaram.
O artigo Phylogenetic patterns of species loss in Thoreau's woods are driven by climate change, de Charles Willis e outros, pode ser lido por assinantes da Pnas em http://www.pnas.org/.
Foto: Registros de cerca de 500 espécies de plantas feitas pelo escritor no século 19 são usados para avaliar prejuízos à biodiversidade causados por mudanças climáticas. Na região do lago Walden, 27% das espécies documentadas pelo autor desapareceram (Agência Fapesp)
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
80 animais domésticos devem ser castrados no próximo dia 30 em Porto Alegre

Castração de animais domésticos a baixo custo. Este é o principal objetivo da campanha que acontece no próximo dia 30, domingo, em Porto Alegre, promovida por um grupo de voluntários, ativistas da causa animal e veterinários, "que doam um dia de trabalho para realizar a castração de gatos e cachorros", explica Zélia Cardoso, voluntária, ao destacar a necessidade de agendamento prévio e cadastro. As vagas são limitadas e a expectativa é atender 80 animais, a partir das 10h30.
A campanha é realizada há quatro anos, duas vezes por mês, de forma voluntária. O material utilizado para os animais de rua e também para pacientes particulares é o mesmo. "As cirurgias são rápidas e feitas por quem tem destreza", destaca Zélia, ao salientar que, em gatos, a castração exige "três pontinhos".
Na clínica PetMóvel, próxima da avenida do Forte, tem 12 gatinhos pretos para adoção. "Precisamos mudar a idéia de que gato preto dá azar", diz Zélia, ao observar que nesta época de primavera as gatas entram no cio e têm filhotes. "Aí as pessoas se desfazem das ninhadas e a gata, quando perde os fihotes, entra de novo no cio e, em 60 dias, tem mais filhotes, num ciclo que nunca acaba", diz, ao pedir a colaboração mesmo de quem não tem animais para castrar.
"Apadrinhe a castração de um animal de rua. Desta forma você estará colaborando para reduzir o número de animais abandonados nas ruas e que muitas vezes acabam morrendo atropelados ou recolhidos pela carrocinha", finaliza Zélia.
O agendamento prévio pode ser feito pelos telefones 51-9237-9990, com Zélia, ou 51-8444-2535, com Rodrigo.
Valores
Felinos (M/F)- R$ 40,00Caninos (M/F)- R$ 60,00 (até 10 kg.)Caninos (F)- R$ 75,00 (de 10 à 20 kg.)- R$ 95,00 (de 20 à 40 kg.)- R$ 140,00 (acima de 40 kg.)Vagas limitadas!
O animal não poderá ser vacinado a menos de 10 dias da cirurgia. Deixe para vaciná-lo depois.- caninos devem estar com guia e coleira.- felinos devem ser acondicionados em caixa de transporte segura.- é muito importante trazer cobertores para aquecê-los!- jejum aproximadamente de 6 (seis) horas antes da cirurgia.
Porque castrar?
A castração evita, na fêmea, a gravidez psicológica, a piometra (infecção uterina) e alguns tumores mamários. Nos machos evita tumores testiculares, hérnias perianales, tumores de glândulas hepatóides, tumores de glândulas perianales, tumores e quistos prostáticos, entre outros.Segundo o "American Journal of Veterinary Research " (Jornal Americano de Pesquisa Veterinária), a longevidade de um animal castrado aumenta em machos caninos 24%, em machos felinos 36%, em fêmeas caninas 20% e em fêmeas felinas 40%. Fonte: http://avmajournals.avma.org/
"No caso de animais domésticos, para evitar sua reprodução e amansar seu comportamento. Atualmente, a castração é considerada o melhor método para evitar a proliferação de animais de rua, como cães e gatos. O animal doméstico castrado não apresenta comportamentos reprodutivos tais como fugir de casa, miados altos durante o cio, brigas, demarcação de território com urina, etc. É uma garantia de segurança para o animal, que embora continue adequado inclusive para guarda de residências, torna-se mais equilibrado e emocionalmente estável." Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Castração
Mais informações pelo e-mail: http://www.blogger.com/Direto/CorreioBusiness?direto_tarefa=novaMensagem&email=campanha.castracao@gmail.com.
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para Ecoagência de Notícias Ambientais. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
A campanha é realizada há quatro anos, duas vezes por mês, de forma voluntária. O material utilizado para os animais de rua e também para pacientes particulares é o mesmo. "As cirurgias são rápidas e feitas por quem tem destreza", destaca Zélia, ao salientar que, em gatos, a castração exige "três pontinhos".
Na clínica PetMóvel, próxima da avenida do Forte, tem 12 gatinhos pretos para adoção. "Precisamos mudar a idéia de que gato preto dá azar", diz Zélia, ao observar que nesta época de primavera as gatas entram no cio e têm filhotes. "Aí as pessoas se desfazem das ninhadas e a gata, quando perde os fihotes, entra de novo no cio e, em 60 dias, tem mais filhotes, num ciclo que nunca acaba", diz, ao pedir a colaboração mesmo de quem não tem animais para castrar.
"Apadrinhe a castração de um animal de rua. Desta forma você estará colaborando para reduzir o número de animais abandonados nas ruas e que muitas vezes acabam morrendo atropelados ou recolhidos pela carrocinha", finaliza Zélia.
O agendamento prévio pode ser feito pelos telefones 51-9237-9990, com Zélia, ou 51-8444-2535, com Rodrigo.
Valores
Felinos (M/F)- R$ 40,00Caninos (M/F)- R$ 60,00 (até 10 kg.)Caninos (F)- R$ 75,00 (de 10 à 20 kg.)- R$ 95,00 (de 20 à 40 kg.)- R$ 140,00 (acima de 40 kg.)Vagas limitadas!
O animal não poderá ser vacinado a menos de 10 dias da cirurgia. Deixe para vaciná-lo depois.- caninos devem estar com guia e coleira.- felinos devem ser acondicionados em caixa de transporte segura.- é muito importante trazer cobertores para aquecê-los!- jejum aproximadamente de 6 (seis) horas antes da cirurgia.
Porque castrar?
A castração evita, na fêmea, a gravidez psicológica, a piometra (infecção uterina) e alguns tumores mamários. Nos machos evita tumores testiculares, hérnias perianales, tumores de glândulas hepatóides, tumores de glândulas perianales, tumores e quistos prostáticos, entre outros.Segundo o "American Journal of Veterinary Research " (Jornal Americano de Pesquisa Veterinária), a longevidade de um animal castrado aumenta em machos caninos 24%, em machos felinos 36%, em fêmeas caninas 20% e em fêmeas felinas 40%. Fonte: http://avmajournals.avma.org/
"No caso de animais domésticos, para evitar sua reprodução e amansar seu comportamento. Atualmente, a castração é considerada o melhor método para evitar a proliferação de animais de rua, como cães e gatos. O animal doméstico castrado não apresenta comportamentos reprodutivos tais como fugir de casa, miados altos durante o cio, brigas, demarcação de território com urina, etc. É uma garantia de segurança para o animal, que embora continue adequado inclusive para guarda de residências, torna-se mais equilibrado e emocionalmente estável." Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Castração
Mais informações pelo e-mail: http://www.blogger.com/Direto/CorreioBusiness?direto_tarefa=novaMensagem&email=campanha.castracao@gmail.com.
Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para Ecoagência de Notícias Ambientais. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
Crescem perspectivas de progresso nas conversações sobre o clima em Poznan
As negociações das Nações Unidas em Poznan, de 1º a 12 de dezembro, são cruciais rumo a um acordo global justo e ambicioso sobre o clima, previsto para o final do ano que vem.
O mapa do caminho desenhado em Bali – acordado nas negociações sobre clima do ano passado – determina que os governos concluam as negociações na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em dezembro de 2009, em Copenhagen.
Com apenas um ano até lá, o encontro de Poznan abordará a visão compartilhada para ações cooperativas e um texto de propostas concretas para a negociação global sobre o clima – sobre a qual os negociadores trabalharão ao longo do ano.
As discussões são uma grande oportunidade para afunilar as opções que já estão em pauta e desenvolver propostas mais promissoras adiante.
Questões-chave
O ponto de partida para Poznan difere muito dos encontros anteriores: há um novo presidente norte-americano eleito, com uma ambiciosa agenda climática; diversas economias emergentes estão em processo sem precedentes de adoção de políticas de corte de emissões; e a vacilante União Européia pode retomar sua antiga liderança nestas questões ao aprovar um revolucionário pacote de leis em dezembro.
“Diante do estimulante desenvolvimento político em alguns países, temos razões para esperar um progresso real em Poznan”, disse Kim Carstensen, líder da Iniciativa Global para o Clima, da Rede WWF. “É hora de os dirigentes traduzirem vontade política em um primeiro texto de negociação para o novo tratado global do clima”.
Para a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, as negociações de Poznan serão decisivas na construção de um acordo consistente, ambicioso e justo em Copenhagen, no ano que vem.
“É hora de os países desenvolvidos e em desenvolvimento se posicionarem positivamente para, juntos, empreenderem um combate efetivo às emissões de gases de efeito estufa. Disto depende, inclusive, o futuro do já combalido quadro financeiro mundial, não bastasse a ameaça à própria existência da vida tal como ela é”, alertou Denise Hamú.
Indústria e emprego sustentáveis
Ao invés de postergar as ações contra as mudanças climáticas em face do temor de recessão, os ministros de Estado deveriam entrar em acordo sobre medidas fortes para reduzir as emissões e aumentar a eficiência energética, incentivando a indústria e o emprego sustentáveis.
“Uma sociedade de baixa emissão de carbono e investimentos em energia limpa são parte da solução tanto para a crise climática quanto para a crise financeira”, disse Kathrin Gutmann, coordenadora de Políticas da Iniciativa Global para o Clima, da Rede WWF.
Em Poznan, para prevenir uma catástrofe climática com intensificação de eventos extremos como secas e inundações e furacões, que acentuaria a crise financeira, devem ser assinados acordos que permitam estancar e reduzir as emissões bem antes de 2020.
Enquanto mais e mais países desenvolvidos e em desenvolvimento reconhecem a necessidade urgente de uma ação decisiva contra a ameaça climática, o país anfitrião do encontro, Polônia, tem se comportado como defensor da indústria do carvão mineral, o que rende ao país a reputação de retrógrado no que tange às negociações sobre mudanças climáticas.
“A Polônia precisa revisar suas posições retrógradas e tornar-se um anfitrião confiável, antes de mais nada, abandonando sua resistência ao pacote sobre clima e energia da União Européia.
WWF-Brasil. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
O mapa do caminho desenhado em Bali – acordado nas negociações sobre clima do ano passado – determina que os governos concluam as negociações na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em dezembro de 2009, em Copenhagen.
Com apenas um ano até lá, o encontro de Poznan abordará a visão compartilhada para ações cooperativas e um texto de propostas concretas para a negociação global sobre o clima – sobre a qual os negociadores trabalharão ao longo do ano.
As discussões são uma grande oportunidade para afunilar as opções que já estão em pauta e desenvolver propostas mais promissoras adiante.
Questões-chave
O ponto de partida para Poznan difere muito dos encontros anteriores: há um novo presidente norte-americano eleito, com uma ambiciosa agenda climática; diversas economias emergentes estão em processo sem precedentes de adoção de políticas de corte de emissões; e a vacilante União Européia pode retomar sua antiga liderança nestas questões ao aprovar um revolucionário pacote de leis em dezembro.
“Diante do estimulante desenvolvimento político em alguns países, temos razões para esperar um progresso real em Poznan”, disse Kim Carstensen, líder da Iniciativa Global para o Clima, da Rede WWF. “É hora de os dirigentes traduzirem vontade política em um primeiro texto de negociação para o novo tratado global do clima”.
Para a secretária-geral do WWF-Brasil, Denise Hamú, as negociações de Poznan serão decisivas na construção de um acordo consistente, ambicioso e justo em Copenhagen, no ano que vem.
“É hora de os países desenvolvidos e em desenvolvimento se posicionarem positivamente para, juntos, empreenderem um combate efetivo às emissões de gases de efeito estufa. Disto depende, inclusive, o futuro do já combalido quadro financeiro mundial, não bastasse a ameaça à própria existência da vida tal como ela é”, alertou Denise Hamú.
Indústria e emprego sustentáveis
Ao invés de postergar as ações contra as mudanças climáticas em face do temor de recessão, os ministros de Estado deveriam entrar em acordo sobre medidas fortes para reduzir as emissões e aumentar a eficiência energética, incentivando a indústria e o emprego sustentáveis.
“Uma sociedade de baixa emissão de carbono e investimentos em energia limpa são parte da solução tanto para a crise climática quanto para a crise financeira”, disse Kathrin Gutmann, coordenadora de Políticas da Iniciativa Global para o Clima, da Rede WWF.
Em Poznan, para prevenir uma catástrofe climática com intensificação de eventos extremos como secas e inundações e furacões, que acentuaria a crise financeira, devem ser assinados acordos que permitam estancar e reduzir as emissões bem antes de 2020.
Enquanto mais e mais países desenvolvidos e em desenvolvimento reconhecem a necessidade urgente de uma ação decisiva contra a ameaça climática, o país anfitrião do encontro, Polônia, tem se comportado como defensor da indústria do carvão mineral, o que rende ao país a reputação de retrógrado no que tange às negociações sobre mudanças climáticas.
“A Polônia precisa revisar suas posições retrógradas e tornar-se um anfitrião confiável, antes de mais nada, abandonando sua resistência ao pacote sobre clima e energia da União Européia.
WWF-Brasil. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
Orla como bem cultural é defendida por doutor em Ecologia de Paisagem

Doutor em Ecologia de Paisagem, Rualdo Menegat também manifesta apoio em defesa da Orla do Guaíba. Menegat é professor do Instituto de Geociências da Ufrgs e coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre. Para ele, o principal elemento paisagístico da cultura da capital gaúcha é o Guaíba. “Desfigurar o cenário paisagístico da margem única do Guaíba é um delito impensável”, afirma, em artigo que pode ser conferido abaixo.
O maior bem cultural e ambiental dos porto-alegrenses
O maior bem cultural e ambiental dos porto-alegrenses
O meio ambiente não é constituído apenas por ar, água, solo, rochas, vegetais e animais. Esses elementos interagem entre si, para constituir um bem maior: a paisagem. Desde a antiguidade, os grupos humanos aprenderam a se estabelecer em determinadas paisagens e o modo como se relacionaram com ela passou a constituir o que chamamos de cultura. Se há uma diversidade de culturas humanas no planeta Terra é por que há uma diversidade de paisagens que as abrigam. Assim, paisagem e cultura são indissociáveis. O principal elemento paisagístico da cultura que poderíamos chamar de porto-alegrense é o lago Guaíba. Nele, os habitantes ameríndios deveriam manter uma relação estreita e dessa cultura retiramos o nome: Guaíba.
Depois, navegando nesse corpo d'água, chegaram aqueles que fundariam um povoado nas suas margens: os açorianos. Hoje, o Guaíba não é apenas nossa única fonte d'água, bem como o elemento paisagístico que constitui a base histórica e ambiental do nosso caráter cultural. Destruir a paisagem desse bem coletivo e constituidor de nossa história é não apenas atentar contra o meio ambiente, mas também contra o melhor de nossa cultura.Desfigurar o cenário paisagístico da margem única do Guaíba é um delito impensável que acabará por desfigurar nosso amálgama cultural e dificultar a gestão ambiental desse corpo d'água, imprescindível para os habitantes de Porto Alegre. Privatizar a paisagem do Guaíba é retirar da cidade seu direito de dispor de seu mais importante bem ambiental e dos laços que a unem a todo o seu passado.
Por Rualdo Menegat, doutor em Ecologia de Paisagem, coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre.
Depois, navegando nesse corpo d'água, chegaram aqueles que fundariam um povoado nas suas margens: os açorianos. Hoje, o Guaíba não é apenas nossa única fonte d'água, bem como o elemento paisagístico que constitui a base histórica e ambiental do nosso caráter cultural. Destruir a paisagem desse bem coletivo e constituidor de nossa história é não apenas atentar contra o meio ambiente, mas também contra o melhor de nossa cultura.Desfigurar o cenário paisagístico da margem única do Guaíba é um delito impensável que acabará por desfigurar nosso amálgama cultural e dificultar a gestão ambiental desse corpo d'água, imprescindível para os habitantes de Porto Alegre. Privatizar a paisagem do Guaíba é retirar da cidade seu direito de dispor de seu mais importante bem ambiental e dos laços que a unem a todo o seu passado.
Por Rualdo Menegat, doutor em Ecologia de Paisagem, coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre.
Da Redação da Ecoagência de Notícias Ambientais.
Foto do pôr-do-sol do Guaíba, extraída do http://nutep.adm.ufrgs.br/fotospoa/fotospoa.htm
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