
Doutor em Ecologia de Paisagem, Rualdo Menegat também manifesta apoio em defesa da Orla do Guaíba. Menegat é professor do Instituto de Geociências da Ufrgs e coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre. Para ele, o principal elemento paisagístico da cultura da capital gaúcha é o Guaíba. “Desfigurar o cenário paisagístico da margem única do Guaíba é um delito impensável”, afirma, em artigo que pode ser conferido abaixo.
O maior bem cultural e ambiental dos porto-alegrenses
O maior bem cultural e ambiental dos porto-alegrenses
O meio ambiente não é constituído apenas por ar, água, solo, rochas, vegetais e animais. Esses elementos interagem entre si, para constituir um bem maior: a paisagem. Desde a antiguidade, os grupos humanos aprenderam a se estabelecer em determinadas paisagens e o modo como se relacionaram com ela passou a constituir o que chamamos de cultura. Se há uma diversidade de culturas humanas no planeta Terra é por que há uma diversidade de paisagens que as abrigam. Assim, paisagem e cultura são indissociáveis. O principal elemento paisagístico da cultura que poderíamos chamar de porto-alegrense é o lago Guaíba. Nele, os habitantes ameríndios deveriam manter uma relação estreita e dessa cultura retiramos o nome: Guaíba.
Depois, navegando nesse corpo d'água, chegaram aqueles que fundariam um povoado nas suas margens: os açorianos. Hoje, o Guaíba não é apenas nossa única fonte d'água, bem como o elemento paisagístico que constitui a base histórica e ambiental do nosso caráter cultural. Destruir a paisagem desse bem coletivo e constituidor de nossa história é não apenas atentar contra o meio ambiente, mas também contra o melhor de nossa cultura.Desfigurar o cenário paisagístico da margem única do Guaíba é um delito impensável que acabará por desfigurar nosso amálgama cultural e dificultar a gestão ambiental desse corpo d'água, imprescindível para os habitantes de Porto Alegre. Privatizar a paisagem do Guaíba é retirar da cidade seu direito de dispor de seu mais importante bem ambiental e dos laços que a unem a todo o seu passado.
Por Rualdo Menegat, doutor em Ecologia de Paisagem, coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre.
Depois, navegando nesse corpo d'água, chegaram aqueles que fundariam um povoado nas suas margens: os açorianos. Hoje, o Guaíba não é apenas nossa única fonte d'água, bem como o elemento paisagístico que constitui a base histórica e ambiental do nosso caráter cultural. Destruir a paisagem desse bem coletivo e constituidor de nossa história é não apenas atentar contra o meio ambiente, mas também contra o melhor de nossa cultura.Desfigurar o cenário paisagístico da margem única do Guaíba é um delito impensável que acabará por desfigurar nosso amálgama cultural e dificultar a gestão ambiental desse corpo d'água, imprescindível para os habitantes de Porto Alegre. Privatizar a paisagem do Guaíba é retirar da cidade seu direito de dispor de seu mais importante bem ambiental e dos laços que a unem a todo o seu passado.
Por Rualdo Menegat, doutor em Ecologia de Paisagem, coordenador do Atlas Ambiental de Porto Alegre.
Da Redação da Ecoagência de Notícias Ambientais.
Foto do pôr-do-sol do Guaíba, extraída do http://nutep.adm.ufrgs.br/fotospoa/fotospoa.htm
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