sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Manifestações defendem Orla do Guaíba e clima no Planeta


Neste final de semana, em Porto Alegre, o Parque da Redenção será palco de manifestações em defesa da Orla do Guaíba e contra o Aquecimento Global. Sábado e domingo (22 e 23/11), o Movimento Defenda a Orla fará mobilização em frente ao Monumento do Expedicionário, a partir das 10h, para distribuição de panfletos e coleta de assinaturas. “Vamos contatar os consumidores da Feira Ecológica e os visitantes do Brique”, anuncia Paulo Guarnieri, do Fórum Municipal das Entidades.

A manifestação do Defenda a Orla representa um ato público em apoio ao veto do prefeito José Fogaça à alteração da Lei 470/02, que permite a construção de espigões, inclusive residenciais, em toda a Orla do Guaíba, e não apenas na área privada, conhecida como Pontal do Estaleiro. O Movimento Defenda a Orla reúne mais de 50 entidades, entre entidades de classe, de bairros, ambientalistas, universitários, artistas e intelectuais. O público poderá assinar o abaixo-assinado ou acessa-lo pelo http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/1571.

Projeto “fora da lei”

O projeto de lei, aprovado no último dia 12 pela Câmara de Vereadores, em regime de urgência, está em fase de redação final para então ser enviado ao prefeito José Fogaça, para veto ou sanção.

A inconstitucionalidade do projeto é questionada pelos integrantes do Movimento Defenda a Orla, ao citarem a Lei 4771/1965, que define como de Preservação Permanente as margens de 500 metros quando os cursos d´água possuam mais de 600 metros de largura. “Tal Lei é ignorada pelo município de Porto Alegre”, destaca o engenheiro civil Henrique Wittler, num comentário de matéria postada no site da Ecoagência de Notícias Ambientais. Ele cita que “a aplicação desta lei ambiental fez com que a justiça mandasse demolir metade de um hotel em Santa Catarina” e salientar que, “apesar da lei estar em pleno vigor, só uma Ação Pública na Justiça Federal pode acabar com a impunidade”.

Aquecimento Global

Numa das bancas centrais da Feira dos Agricultores Ecologistas do bairro Bom-Fim, amanhã, sábado, das 9h30 às 12h30, haverá mobilização contra o aquecimento global. A atividade é realizada pela Agapan (Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Associação dos Agricultores Ecológicos Solidários do RS, Amigos da Terra e ONG Ingá. O movimento contará com uma banca durante os próximos quatro sábados, nesta feira, onde circula cerca de 5.000 pessoas por dia. A feira da segunda quadra, da Cooperativa Arco-Íris, também se dispôs a abrir um espaço para coleta de assinaturas.

Haverá um abaixo assinado e farto material informativo sobre o assunto. De acordo com o coordenador do Movimento contra o Aquecimento Global, o agrônomo e integrante do Conselho Superior da Agapan, Celso Copstein Waldemar, “a idéia é que outras entidades participem da banca com suas lutas especificas, publicações e abaixo-assinados, a exemplo dos movimentos do Pontal do Estaleiro e contra a construção da Hidroelétrica de Paiquerê, que emitirá gás metano, contribuindo para o aquecimento global”.

“O abaixo assinado contra o aquecimento global e pela mudança urgente da matriz energética atual será encaminhado ao Ministério do Meio Ambiente, ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional”, destaca Copstein, que também é membro do GT Mudanças Climáticas, do Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento.

Copstein finaliza convidando “a todos a fazerem parte ativa deste rodízio de ocupação da banca nestes quatro sábados, divulgando a toda sociedade nossas lutas, levando a vontade de pôr o movimento ecológico na rua de novo”.


A Feira dos Agricultores Ecologistas funciona todos os sábados, das 7h às 13h, na rua José Bonifácio. Também tem Feira Ecológica aos sábados de manhã e nas quartas-feiras à tarde, das 14h às 19h, no estacionamento da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária, Pesca e Agronegócio.

Foto: Artistas se integram ao movimento em defesa da Orla do Guaíba (http://www.agapan.org.br/)

Por Adriane Bertoglio Rodrigues, especial para Ecoagência de Notícias. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.

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