
Atualmente 3,5 milhões de pessoas visitam, todos os anos, as unidades de conservação ambiental brasileiras, que somam 64 em todo o país. No entanto, a maior parte dos visitantes vão a apenas duas unidades: os Parques Nacionais do Iguaçu e da Tijuca. Para ampliar o acesso, os Ministérios do Turismo e do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade lançaram sábado (13) o programa Turismo nos Parques, no Rio de Janeiro.
No primeiro momento, seis unidades de conservação receberão cerca de R$ 28 milhões em investimentos dos dois ministérios. Os contemplados são os Parques Nacionais de Aparados da Serra (SC/RS), da Chapada dos Veadeiros (GO), dos Lençóis Maranhenses (MA), da Serra dos Órgãos (RJ), do Jaú (AM) e da Serra da Capivara (PI).
“É a oportunidade de a sociedade conhecer, entender melhor por que se conserva, entender melhor o trabalho de proteção das unidades de conservação e ter acesso às belezas maravilhosas que podem ser vistas nessas unidades”, disse o presidente do Instituto Chico Mendes, Rômulo Mello.
Ele não soube estimar em quanto a visitação nessas áreas pode aumentar, mas informou que, em todas, o Ministério do Turismo vai investir na infra-estrutura do entorno dos parques para possibilitar hospedagem e melhorias nas condições de acessibilidade. Para Mello, o aumento do número de turistas não vai prejudicar as unidades de conservação.
“O turismo que é praticado dentro das unidades de conservação é um turismo orientado, em que as pessoas visitam a unidade, entendem o processo de conservação. A partir dessa visitação, podem melhor desenvolver atividades no que diz respeito ao seu comportamento fora da unidade, porque na unidade você desenvolve uma atividade de turismo que é efetivamente sustentável e que respeita todos os parâmetros de qualidade ambiental”, defendeu.
Nos Estados Unidos, há cerca de 390 áreas conservadas, das quais 58 são consideradas parques nacionais. Lá, o número de visitantes é muito maior. “É um país que obviamente tem grandes áreas protegidas, mas eu diria que não tem as belezas naturais que nós temos e tem cerca de 172 milhões de visitantes/ano”, comparou o presidente do Instituto Chico Mendes, ao ressaltar que, dessa forma, o Brasil tem grande potencial devido à enorme diversidade ambiental.
Por Morillo Carvalho, repórter da Agência Brasil.
Cânions gigantescos e emoção em Aparados da Serra
Na divisa dos estados de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, uma visão muito particular de serra: rochedos afiados formam o maior cânion do Brasil, Itambezinho (o nome vem do tupi-guarani e quer dizer pedra cortante). O parque de Aparados da Serra, cujo nome vem da forma dos penhascos que parecem ter sido aparados por um escultor, é um verdadeiro monumento natural.
O cenário é surpreendente. Itaimbezinho tem 5,8 quilômetros de comprimento, e uma profundidade média de 600 metros, chegando a dois mil metros no seu início.
A beleza não está restrita ao parque. Há doze cânions na região - e o único que está no parque é o Itaimbezinho. Vale visitar os da Fortaleza, Malacara, Churreado e Faxinalzinho, que têm de um a sete quilômetros de extensão e até mil metros de profundidade.
Quem vai até Aparados querendo apreciar o ecoturismo da região ou em busca de aventura, não vai se arrepender. A região é muita bem preservada e você pode fazer diversos passeios pelas montanhas e vales profundas da Floresta Araucária.
Foto: Caá-etê/Divulgação: Nas correntezas, a bóia é diversão garantida
Extraído do http://turismo.terra.com.br/ecoturismo/interna/0,,OI248068-EI1737,00.html
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