
Dia 08 de setembro último, o técnico ambiental da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi/SC), Marcos Alexandre Danieli, a estagiária Suiana Cristina Pagliari, a consultora Franciele Oliveira Dias e o analista ambiental do Instituto Chico Mendes (ICMBio), Angelo Francisco Lima, iniciaram a elaboração do diagnóstico socioeconômico da Estação Ecológica da Mata Preta, através da realização de entrevistas com moradores (foto) localizados na zona de amortecimento da Unidade de Conservação (UC), nas comunidades Barro Preto, Pagliosa e Sítio Barrichello.
A elaboração do diagnóstico é uma das atividades previstas no Plano de Ação do projeto “Elaboração dos Planos de Manejo da Estação Ecológica (ESEC) da Mata Preta e do Parque Nacional das Araucárias”, que está sendo executado pela Apremavi, desde julho de 2007, com o Projeto Demonstrativo (PDA) Mata Atlântica e as parcerias de várias instituições.
O resultado das entrevistas dará um panorama geral da Unidade de Conservação, com a identificação do número de pessoas que moram nessas áreas, o tipo de uso que fazem da terra, as características da população como: faixa etária, sexo, escolaridade, modo de vida, fontes de subsistência, estrutura familiar, entre outros.
O diagnóstivo vai também identificar os alvos de conservação, ou seja, quais as peculiaridades da UC para as quais se deve dar mais atenção e as fontes que causam a degradação desse alvos.
A Estação Ecológica da Mata Preta tem 6.563 hectares e fica no município de Abelardo Luz, oeste de Santa Catarina. Tem como destaque os remanescentes de Floresta Ombrófila Mista, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades controladas de educação ambiental.
A Estação é composta por três grandes fragmentos muito próximos e com grande possibilidade de conexão. Um dos fragmentos abriga uma população grande de araucárias e outras espécies. A área está inserida numa região sob intensa pressão de exploração florestal e ocupação agrícola.
“O contato com os moradores é um importante momento para conhecermos a realidade das comunidades e para informá-los sobre os objetivos e necessidade da criação da unidade”, diz o técnico ambiental Marcos Alexandre Danieli. “Também é um espaço para se abordar a importância da participação dos moradores no conselho consultivo que encontra-se em processo de formação”, completa.
Da redação da EcoAgência. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.
Nenhum comentário:
Postar um comentário