terça-feira, 11 de novembro de 2008

Governadora Yeda Crusius autoriza amanhã início da obra da barragem do Jaguari, em Rosário do Sul

O "Programa Estruturante Irrigação é a Solução" será lançado nesta quarta-feira, em Rosário do Sul, pela governadora Yeda Crusius e pelo secretário de Irrigação e Usos Múltiplos da Água, Rogério Porto.

A solenidade acontece às 10h, no Salão Paroquial da Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário e terá a participação do presidente da Emater/RS, Mário Augusto Ribas do Nascimento.

Durante a solenidade, Nascimento assinará o convênio de capacitação técnica no valor de R$ 2 milhões. O termo de serviço autorizará o início da obra de barragem do Jaguari, na localidade do Palco da Praia das Areias Brancas, em Rosário do Sul.

De acordo com o projeto, a partir de Dias de Campo junto às comunidades rurais, a Emater/RS-Ascar irá capacitar 9.500 agricultores em Manejo da Irrigação e Usos Múltiplos da Água, além de elaborar e acompanhar a implantação de mil micro-açudes e cisternas para reservas de água para fins de irrigação.

Açudes para irrigação

Conforme a Emater, atualmente no RS há 33.300 açudes destinados à irrigação, o que representa um volume de água de 700 milhões de metros cúbicos. O Estado possui ainda um potencial de construção de 20 mil açudes, podendo ser irrigada, com novos açudes, uma área de 70 mil hectares.

"Com os açudes existentes, mais os que serão construídos, poderemos irrigar 270 mil hectares”, anuncia o assistente técnico estadual em Irrigação pela Emater/RS-Ascar, José Enoir Daniel Daniel.

“A importância deste ato é a construção da barragem prevista irá beneficiar diretamente o município, aumentando o potencial de irrigação das culturas anuais e pastagens. Além da regulação do fluxo da água do leito do rio Santa Maria, evitando transtornos nas enchentes e estiagens”, afirma o Extensionista da Emater/RS-Ascar, Moacir Bonotto.

Benefício para arrozeiros

Tanto a barragem de Jaguari como a de Taquarembó vêm tendo seus projetos muito contestados, inclusive por via judicial. Um dos maiores críticos das barragens é o consultor da OEA Antônio Eduardo Lanna, doutor (PhD) em planejamento e gestão de recursos hídricos. Segundo ele, na verdade, apenas 50 arrozeiros vão ser beneficiados.

“Recentemente foram apresentados os Estudos de Impacto Ambiental (EIA/Rima) desses empreendimentos. Chamam a atenção a má qualidade, as omissões, e as falhas diversas que apresentam o que, por si só, seriam mais que suficientes para torná-los inaceitáveis”, afirma Lanna no blog que criou para tratar do tema. Leia mais clicando aqui.

Já o advogado Christiano Ribeiro, do Movimento Integridade, que apóia Lanna na ação contra os dois projetos, afirma que “este é mais um caso de EIA-Rima irregular, como Barra Grande, em que a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) deixou que uma empresa vinculada ao empreendedor fizesse o estudo de impacto ambiental, descumprindo o código estadual do meio ambiente”.

Redação da Ecoagência, com informações da Emater/Assessoria de Imprensa. Reprodução autorizada, citando-se a fonte.

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